Gangue 'ameaça' atacar postos com bomba caseira
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
No dia oficial de boicote aos postos de combustíveis londrinenses proposto pelos consumidores, um outro assunto acabou dividindo as atenções. Uma gangue auto-intitulada ''Motoqueiros da Noite'' teria ligado para alguns estabelecimentos fazendo ameaças para que baixassem os preços. O suposto ''interlocutor'' do grupo dizia que se nada fosse feito, eles iriam começar a detonar bombas caseiras incendiárias contra os postos durante a madrugada.
A suposta gangue seria formada por cerca de 200 integrantes que já teriam mais de 200 quilos em explosivos preparados para os ataques. A ação, alertou o interlocutor, seria iniciada nos próximos dias, caso os donos de postos não se dispusessem a diminuir os preços dos combustíveis.
Vários estabelecimentos já teriam sido avisados pela gangue. A Folha conseguiu confirmar a suposta ameaça com um empresário da zona leste.
Sem se identificar, ele disse que um funcionário de seu estabelecimento recebeu uma ligação telefônica anônima na tarde da última quarta-feira. Uma pessoa com voz masculina teria afirmado que uma bomba seria jogada contra o posto às três horas da manhã de ontem. O empresário avisou a Polícia Civil imediatamente.
O ataque, porém, não se concretizou. ''Também não registramos nenhuma movimentação suspeita durante a madrugada'', revelou.
O delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial, Jorge Barbosa, declarou que foi procurado pelo dono do posto, mas recebeu a suposta ameaça com cautela. Mesmo assim, por medida de segurança, ele colocou em alerta o plantão policial para que ficassem atentos a qualquer ocorrência suspeita.
Barbosa afirmou que a polícia está tentando rastrear a ligação telefônica para descobrir o telefone que originou a chamada. O comando da Polícia Militar também tomou conhecimento dos telefonemas e irá investigar as ameaças através do seu serviço reservado de inteligência (P2).


