Games pegam carona no realismo off-road
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Games de rally estão no mercado há mais de duas décadas. Quem curte o gênero deve se lembrar de Sega Rally, lançado em 1995, que fez grande sucesso pelo seu formato arcade e jogabilidade diferenciada. Entretanto, as corridas off-road virtuais hoje estão bem mais complexas, com jogos que prezam pelo formato de simulador. Por esse motivo, não é difícil ver por aí pilotos profissionais usando esse tipo de game para treinamento antes de enfrentar as corridas reais.
Os consoles de nova geração e PC estão bem servidos em relação aos jogos de rally. Os dois melhores do mercado atual, sem dúvida, são os recém-lançados Dirt Rally e Sébastien Loeb Rally Evo, desenvolvidos pela Codemasters e Milestones, respectivamente. A reportagem da FOLHA testou os dois jogos e neste review apresenta os pontos positivos e negativos de cada um deles.
Jogabilidade
Apesar de ambos os jogos terem o formato de simulador, Dirt Rally se mostra muito mais complexo neste sentido. Para quem nunca encarou outros jogos desta franquia, vai perceber que as mecânicas de dirigibilidade dos carros são bastante realistas, o que demanda muito esforço para manter o carro na pista sem danos. É um jogo desafiador, punitivo, o que o torna espetacular. Além disso, os controles são muito refinados. O gamer sem dúvida vai precisar passar pelo tutorial, que apesar de não possuir testes práticos, explica com mínimos detalhes as técnicas de pilotagem, que envolvem transferência de peso, frenagem e aceleração, subesterço e sobresterço (saída de frente e traseira), entre outras.
No caso do Sébastien Loeb, os tutoriais são mais práticos, com foco nas pistas de treinamento onde se aprende antes de encarar os desafios em campeonatos. Outro ponto interessante do jogo é que em caso de erro, o jogador pode usar um recurso de "rebobinar" e fazer novamente uma curva o qual entrou errado, por exemplo.
Gráficos
Os dois cumprem bem o papel dos consoles de nova geração. Mas Dirt Rally sai na frente, com foco em pequenos detalhes dos carros, poeira, luzes, sombreamento e o ambiente como um todo. Podemos compará-lo, por exemplo, a Project Cars, jogo com gráficos de automobilismo mais realistas lançado até agora para PS4 e Xbox One.
No caso de Sébastien Loeb, apesar dos carros serem muito bem trabalhados, as câmeras internas não ganharam muita atenção dos desenvolvedores e os cenários se mostram mais simples, mas nada que incomode o jogador.
Imersão
Aqui está um ponto que Sébastien Loeb está a frente de Dirt Rally. Ao ligar o game, o jogador já se sente empolgado ao montar sua própria equipe, com as cores da bandeira, o nome do piloto e copiloto e treinamentos para encarar os desafios junto ao seu primeiro carro, um Peugeot 106
No caso de Dirt, tudo isso ocorre de forma mais simplista. A reportagem logo já estava fazendo uma corrida na Grécia pilotando um Renault Alpine A110, de 1960. Aliás, o jogador pode correr com carros de diversas épocas, o que é bem fascinante. Me senti impressionado com o grau de imersão quando corri em pistas como Monte Carlo ou debaixo da neve intensa de Baumholder, na Alemanha.
Veredito
Sem papas na língua. Dirt Rally se mostra um jogo mais completo, com maior beleza nos gráficos e jogabilidade refinada. Já Sébastien Loeb se destaca pelo grau de imersão interessante, com um modo carreira mais rico e com maior número de carros como opção. Além disso, o último é mais acessível para aqueles que não tem afinidade com este tipo de game.


