Per­so­na­gens com ca­rac­te­rís­ti­cas qua­se hu­ma­nas, ce­ná­rios bem pró­xi­mos do mun­do ­real, ou bem dis­tan­tes de­le – mas que pa­re­cem até exis­tir – dão a im­pres­são de es­tar vi­ven­do to­da a si­tua­ção ali nar­ra­da. Os ­mais ve­lhos não en­ten­dem por­quê tan­to fas­cí­nio, mas a atra­ção que os ga­mes exer­cem so­bre os jo­vens é tão gran­de que a in­dús­tria do gê­ne­ro já até su­pe­rou a ci­ne­ma­to­grá­fi­ca. E ­qual fa­ná­ti­co por jo­gos nun­ca se per­gun­tou co­mo ­eles são fei­tos e so­nhou um dia em ter o seu pró­prio?
  Atra­vés de um por­tal na in­ter­net, mes­mo crian­ças a par­tir dos 12 ­anos po­dem apren­der a ­criar o seu pró­prio ga­me em um cur­so do gru­po CDI: o X-Ga­mer. O por­tal, cha­ma­do Ga­me­de­mia, hos­pe­da um soft­wa­re que sim­pli­fi­ca to­do o pro­ces­so de cria­ção de um jo­go, sem des­vir­tuar o alu­no do que acon­te­ce nas gran­des em­pre­sas de ga­mes. O soft­wa­re, ba­ti­za­do de Ga­me­mod, foi de­sen­vol­vi­do por uma em­pre­sa lon­dri­nen­se. Lá, o alu­no do cur­so con­ta com to­das as fer­ra­men­tas pa­ra ­criar jo­gos de to­dos os ti­pos, cui­dan­do de de­ta­lhes que vão des­de os per­so­na­gens até os obs­tá­cu­los que ele de­ve en­fren­tar pa­ra al­can­çar seu ob­je­ti­vo.
  A coor­de­na­do­ra pe­da­gó­gi­ca do CDI Pro­fis­sio­na­li­zan­te, Gis­lai­ne Cos­ta Ta­va­res, diz que os alu­nos têm en­tre 12 e 20 ­anos e, pa­ra a ­maior par­te, o ob­je­ti­vo é a di­ver­são. Mar­jo­rie Ema­nuel­le Nu­nes Sa­raú­za, de 15 ­anos, é uma das úni­cas me­ni­nas do X-Ga­mer. Fã de jo­gos des­de os 11, quan­do sou­be do cur­so, lo­go se em­pol­gou com a ­idéia de ­criar um a seu mo­do. ‘‘Es­tou de­sen­vol­ven­do uma adap­ta­ção do Fi­nal Fan­tasy em 2D’’, afir­ma, re­fe­rin­do-se a um jo­go mui­to po­pu­lar en­tre os jo­vens.


● A criação de um bom jogo depende de noções básicas de física, matemática, raciocínio lógico, conceitos de língua portuguesa, além da sensibilidade cultural e artística para desenvolver cenários e personagens


● Depois que o aluno cria o seu game, ele pode postá-lo para que pessoas de todo o mundo possam jogar


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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