GAME
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de março de 2010
Claudio Yuge<bR> Equipe da Folha 
Difícil lembrar, assim de cabeça, uma série longeva que faça tanto sucesso a cada lançamento. Final Fantasy XIII, da Square-Enix, exerce esse poder sobre seus fãs. No mais recente volume, com versão ocidental lançada na segunda quinzena deste mês, os jogadores vão ter que se dedicar bastante para chegar ao final da história, com mais de 50 horas de aventura.
Bem, para quem nunca viu o jogo, é preciso deixar claro que a série raramente repete a história a cada volume. São personagens e mundos diferentes, assim como o sistema de batalhas. Magias, habilidades, itens, sistema monetário e apenas algumas criaturas (a exemplo das aves Chocobos) podem ser recorrentes de uma edição para outra. Mas só isso.
Para variar, a trama é complicada: em Final Fantasy XIII, a protagonista é Lightning, uma garota durona que faz parte da milícia da cidade flutuante conhecida como Cocoon. Conforme a aventura vai se desenrolando, descobre-se que Cocoon é a antítese da terrena Pulse, numa analogia a céu e inferno. Nessa história toda, cristais mágicos oferecem poderes que mais parecem maldições e é nesse dilema moral que vivem os personagens: cumprir o destino terrível ou desafiar o improvável com boas ações. Os coadjuvantes, que alternam o papel com a protagonista, são bem construídos, a exemplo do líder da resistência Snow e da quase tribal Vanille.
O início do jogo pode ser um pouco desanimador para quem não segue a série, pois o tutorial, somado às cut-scenes (cenas não-interativas), necessários para você se acostumar com o ambiente e a jogabilidade, demoram bastante. São cerca de cinco a seis horas até o jogador estar habituado com as lutas, os botões, o desenvolvimento de magias e habilidades, o sistema de combate, entre outras coisas.
Já o combate é uma amálgama entre o sistema de Final Fantasy VII (o mais popular da série) e Final Fantasy XII (que também fez sucesso). O game, que tem história e jogabilidade mais lineares do que em edições passadas, vai separando a aventura em capítulos e equipes, com no máximo três participantes durante a luta. O desafio é, então, montar estratégias e coordenar o estilo de luta (chamados de Paradigm Shift) em tempo real, tudo levando em consideração as habilidades dos componentes e as características dos adversários.
Como sempre, o visual é exuberante, em cenários enormes, cheios de vida, de detalhes. O passeio pelo ambiente é bastante orgânico e, apesar de oferecer menos liberdade na exploração, assegura um deleite gráfico difícil de ser ultrapassado por um game do gênero, especialmente se considerado o fato do software ter pouco tempo de carregamento, sem a necessidade contínua do disco rígido dos consoles.
Enfim, Final Fantasy XIII, depois de cinco anos de espera, finalmente chega aos videogames de última geração em grande estilo e já acumula mais de 5 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. É a melhor opção entre os role playing games atualmente no mercado dos consoles.
SERVIÇO
Final Fantasy XIII tem versões para os consoles PlayStation 3 e XBox 360. No Brasil, o preço do jogo varia entre R$ 189,90 e R$ 249,90.


