Gafes podem comprometer seu negócio
Meias brancas com sapato social, gravatas muito curtas ou muito longas, pulseiras de ouro em excesso no braço e ainda a velha mania de palitar os dentes após a refeição. Detalhes que podem comprometer o fechamento de um negócio, na avaliação da administradora de empresa Suzana Doblinski. Para ela, ter noções básicas de etiqueta social é fundamental para qualquer empresário, executivo ou funcionário. E por isso, há quase dois anos ela ensina o empresariado brasileiro a se comportar em uma mesa, seja de negociação, seja de um restaurante.
Suzana assegura que não há mais espaço para empresário brega, que não tenha um comportamento regido pelo bom senso. Quem não se adequar às normas de boa conduta está fora do mercado competitivo, afirma com segurança. Ela diz que o empresariado brasileiro já entendeu que etiqueta social precisa ser usada em todas as situação e não somente numa reunião entre amigos. No ambiente de trabalho, ela também está presente. Segundo Suzana, o empresariado entendeu essa necessidade e cada vez mais quer aprender a se comportar.
Formada em Administração de Empresas, Suzana aproveitou o nicho de mercado e decidiu ensinar os empresários e executivos a ter uma postura correta. Ela dá aulas e cursos de etiqueta social para grupos empresariais. O trabalho começou com as mulheres dos executivos. Suzana ensinava como elas deveriam se comportar em qualquer evento social, principalmente em jantares e festas. Quando percebi, os maridos também estavam interessados em aprender as regras de etiqueta e acabaram levando as aulas para dentro das empresas, conta.
Os cursos são dados para todos os funcionários interessados, desde a diretoria até o ofice-boy. As aulas são rotineiras em algumas firmas paulistas. Suzana tem clientes como a Roche Laboratórios, Rede Globo e a empresa curitibana Ivaí Engenharia. Agora, a professora quer desembarcar no mercado paranaense para começar a ministrar cursos e palestras. O primeiro deve acontecer em um mês.
As aulas mostram que agir de acordo com o bom senso é a melhor saída para uma situação difícil. Basta se olhar no espelho e fazer uma auto-análise, diz Suzana. Entre as dicas que ela dá, está a de se vestir com roupas sóbrias. Paletós cor de abóbora ou abacate devem estar descartados do guarda-roupas.
Entre homens e mulheres, são eles que têm as maiores dúvidas na maneira de se vestir e se comportar. A mulher tem mais acesso a livros e revistas que ensinam etiquetas sociais, afirma Suzana. Ela recomenda o livro Elegância do escritor Fernando de Barros para quem quer aprender um pouco.
Conhecer a cultura de um outro país, é uma das regras básicas para evitar gafes em negociações internacionais. Como exemplo de erro imperdoável ela citou um caso que aconteceu, recentemente, entre a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Fierj) e uma missão de empresários da Índia. No jantar de despedida, a Fierj levou os indianos para uma churrascaria. Na Índia, a vaca é um animal sagrado e venerado.





