Gaeco prende gerente foragido da Iguaçu
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sexta-feira, 03 de maio de 2013
Fábio Galiotto<bR>Reportagem Local 
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina prendeu ontem o gerente de vendas da construtora Iguaçu do Brasil, Helio Piconi Fernandes. Ele estava em uma chácara, na zona norte, e era considerado foragido pelo Gaeco desde o início da operação Casa de Papel, como suspeito de integrar esquema de estelionato na comercialização de imóveis da empresa.
O delegado do Gaeco, Alan Flore, afirmou ontem que Fernandes foi encaminhado ao 5º Distrito Policial, onde ficará preso. A FOLHA tentou contato no início da noite de ontem com o advogado do gerente de vendas, mas ele não atendeu às ligações. Fernandes é acusado de estelionato e formação de quadrilha junto a mais sete pessoas, entre as quais o dono da Iguaçu, o ex-prefeito de Mandaguari Carlos Alberto Campos de Oliveira. O proprietário da construtora e mais seis pessoas ficaram presas entre o início de abril e o fim de semana passado, por participação na venda irregular de empreendimentos residenciais. Eles pagaram fiança e foram liberados.
Entre os problemas apontados pelo inquérito estão a falta de alvará para loteamento na prefeitura, o que impossibilita o comércio de imóveis, e a falta de pagamento por terrenos onde foram construídos condomínios. Dono da construtora, Oliveira também é suspeito de falsidade ideológica, já que a Iguaçu estava em nome de um caseiro e de uma empregada do empresário, considerados "laranjas" do esquema pelo Gaeco.
Número superior a 600 pessoas compraram imóveis em ao menos 12 empreendimento de Londrina, com prejuízo estimado em mais de R$ 60 milhões, segundo contas dos próprios clientes. A Promotoria de Defesa do Consumidor também acompanha o caso e pediu o sequestro de bens dos envolvidos, para tentar garantir o ressarcimento das vítimas.


