O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) está investigando possível alinhamento de preços praticado por postos de combustíveis em Londrina. O órgão abriu inquérito a pedido da Promotoria de Defesa do Consumidor, que encontrou indícios de cartel entre os estabelecimentos. O ponto de partida das investigações do Gaeco é uma nota técnica da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que aponta aumento expressivo no preço dos combustíveis em Londrina entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano.
Conforme o levantamento, o preço máximo do litro da gasolina encontrado na cidade passou de R$ 3,19 para R$ 3,64 de um mês para o outro, alta de mais de R$ 0,40 entre janeiro e fevereiro de 2015. Já o preço médio foi de R$ 2,97 para R$ 3,33, e o mínimo de R$ 2,78 para R$ 2,99. O valor máximo do litro do etanol, por sua vez, foi de R$ 2,19 (janeiro) para R$ 2,39 (fevereiro); o médio de R$ 1,96 para R$ 2,22; e o mínimo de R$ 1,74 para R$ 2,09.
"A metodologia na nota técnica da ANP nos mostra que os preços subiram drasticamente de uma hora para outra e em quase todos os estabelecimentos. Vamos trabalhar para transformar os indícios, até então subjetivos, em provas concretas contra quem praticou e continua praticando crimes contra a ordem econômica na cidade", destacou o delegado do Gaeco, Alan Flore, em entrevista ao Grupo Folha.
O delegado do Gaeco lembrou que a sociedade londrinense já sabe que o preço praticado pelos postos de combustíveis locais são bem maiores se comparados aos valores cobrados por estabelecimentos de cidades próximas, como Cambé e Rolândia. "Precisamos investigar, agora, se esse valor abusivo também faz parte de um esquema de alinhamento de preços, o qual resulta em lucro para os empresários e prejuízo aos consumidores", argumentou.
Atualmente, o preço médio da gasolina em Londrina se mantém em R$ 3,37. O consumidor, no entanto, pode encontrar estabelecimentos vendendo o litro do combustível por R$ 3,26 (mínimo) e até R$ 3,39 (máximo).

mockup