Gaeco instaura inquérito para apurar golpe
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terça-feira, 26 de março de 2013
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
O diretor de aprovação de projetos da Secretaria Municipal de Obras, Valtensir Camargo, informou ontem que a notificação enviada à Construtora Iguaçu do Brasil para pedir explicações sobre a comercialização de residências no Condomínio Imperial Bourbon, por meio de carta registrada, retornou sem Aviso de Recebimento. De acordo com informações da secretaria, a construtora não tem alvará para a construção do empreendimento.
Na semana passada, compradores de lotes e proprietários de terrenos que fizeram negócios com a Iguaçu foram à sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciar a construtora por estar comercializando lotes em terrenos ainda não registrados pela empresa. "Estamos preparando um documento para colocar no Diário Oficial da cidade (Maringá) constando que foi fracassada a comunicação via AR", declarou Camargo. Na publicação, também deverão constar as obras embargadas.
O Gaeco instaurou inquérito policial para investigar o caso no último dia 20 de março. A promotoria de Defesa do Consumidor também acompanha o caso.
De acordo com o promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, nesta semana, a promotoria tentará ouvir novamente o proprietário da construtora, Carlos Alberto Campos de Oliveira. O promotor conta que já havia sido feita uma primeira tentativa, sem sucesso. "Ele enviou advogados alegando que não podia comparecer. Os advogados apresentaram um pedido de vista do procedimento e justificaram a ausência (de Oliveira) apresentando uma procuração." Caso o proprietário da construtora não compareça, a promotoria tomará as medidas cabíveis, informou Sogaiar, sem dar mais detalhes.
A reportagem tentou entrar em contato, via telefone, com Oliveira, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.


