Gado de Naviraí não foi vacinado
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terça-feira, 26 de janeiro de 1999
Agência Estado 
Os primeiros animais identificados com febre aftosa em Naviraí (MS) não haviam sido vacinados. A conclusão foi da Secretaria da Produção, responsável pela coordenação das campanhas de combate à aftosa, que informou que o foco localizado em duas fazendas vizinhas no município de Naviraí, a 100 quilômetros das divisas do Mato Grosso do Sul com São Paulo e Paraná, está controlado após uma rápida intervenção que resultou no sacrifício sanitário de 420 animais até agora. Mas 800 cabeças que estão num raio de 25 quilômetros também estão sendo submetidos a exames. O trânsito de caminhões de gado vindos de outra região só acontece mediante escolta policial, após constatada sanidade da carga.
Os primeiros animais contaminados estavam na Fazenda Nissei onde o proprietário não realizou a vacinação obrigatória do rebanho na última campanha estadual que aconteceu em outubro do ano passado. E o motivo não foi falta de dinheiro, já que a gleba tem quase 500 hectares de área útil e capacidade para mais de 1.500 cabeças na engorda. Porém, mesmo que o motivo de se excluir da vacinação seja o financeiro, ainda assim o rebanho poderia estar a salvo. No Mato Grosso do Sul existe um programa de apoio aos pequenos produtores, onde além de oferecer a vacina de graça, o governo ainda envia uma equipe para proceder a aplicação do produto da forma mais correta.
O Departamento de Inspeção e Defesa Agropecuária do Mato Grosso do Sul ainda não localizou Kuniaki Yonekura dono da fazenda onde apareceram os primeiros animais contaminados pelo vírus da aftosa. Um funcionário dele que mora na propriedade foi quem deu as informações para os técnicos do governo, esclarecendo que o patrão estava em viagem pelo Japão sem data para retornar.
Osmar Bastos, coordenador da operação de controle do foco, descartou qualquer possibilidade de suspeitar da eficiência da vacina. Para ele o problema são os que não vacinam, ou compram animais sem origem de qualidade. No entanto, a diferença entre a quantidade de vacinas adquiridas pelos pecuaristas chega ser 20% inferior a quantidade real de animais que estão no pasto em todo Estado.


