Gado contaminado começa a ser sacrificado no MS
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sexta-feira, 22 de janeiro de 1999
Agência Folha 
As primeiras 70 cabeças de gado que tiveram a febre aftosa diagnosticada em Mato Grosso do Sul foram ontem sacrificadas e incineradas em duas fazendas de Naviraí, onde foi descoberto um foco da doença. A estimativa inicial dos órgãos sanitários é que mais de 600 cabeças, que estavam num raio de 25 km do foco da doença, serão abatidas nos próximos dias. Os animais são mortos com tiros de rifle e jogados numa vala com uma pá-carregadeira, onde são incinerados.
O transporte das 400 mil cabeças de gado de Naviraí (439 km ao sul de
Campo Grande) e o abate diário de 1.600 cabeças nos três frigoríficos da cidade foram interditados por tempo indeterminado pela Secretaria da
Produção e o Ministério da Agricultura. O rebanho local equivale a cerca de 2% do total do Estado, e o abate a 16% do que ocorre em todo Mato Grosso do Sul.
O combate radical ao foco de Naviraí foi adotado com base em normas internacionais. O Mato Grosso do Sul tem o maior rebanho de gado de corte do País, com 22 milhões de cabeças, um abate anual de 3 milhões e cobertura vacinal de 83%.
O Estado integra o chamado circuito Centro-Oeste, que reivindica da OIE
(Organização Internacional de Epizootias) o certificado de área livre da febre aftosa com vacinação. O certificado facilitaria a venda da carne para Estados Unidos e Europa. Hoje, o abate no Brasil da carne voltada para exportação é fiscalizado por missões internacionais. O circuito é formado ainda por Paraná, Goiás e parte de São Paulo, Tocantins e Santa Catarina, com uma criação de mais de 90 milhões de bovinos.


