G7 define como vai reduzir
dívidas dos países pobres
Agência Folha
Os ministros das Finanças dos países que compõem o G-7 (Grupo dos Sete) chegaram a um acordo sobre a melhor proposta para diminuir as dívidas contraídas por países pobres.
O anúncio foi feito pelo ministro francês Dominique Strauss-Kahn, após
reunião em Frankfurt (Alemanha), anteontem. O G-7 reúne os sete países
industrializados mais ricos do mundo.
O conteúdo da proposta não foi divulgado. Ela será submetida aos chefes de Estado e governo na próxima reunião do G-7, entre os dias 18 e 20 de
junho, também na Alemanha.
O acordo visa reduzir o valor da dívida de 41 países pobres. Os credores são, na maioria, os membros do G-7. Para mexer no perfil da dívida, os países credores querem condicionar as concessões ao empenho dos governos para redução dos gastos públicos.
Em 1997, o montante da dívida foi estimado em US$ 200 bilhões. O total
poderá ser reduzido em até 80% num período de 48 meses. A contrapartida seria a submissão das economias dos países pobres a um programa de austeridade fiscal e reformas, determinadas pelo G-7. O financiamento do programa poderá ser feito pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), com a venda de US$ 5 bilhões das reservas de ouro do organismo. O governo alemão é contra, por acreditar que a operação derrubaria o preço do metal no mercado internacional.
Os membros do G-7 pediram maior transparência na divulgação de dados e
análises do FMI, para evitar a ocorrência de novas crises econômicas, como as enfrentadas pelos países asiáticos e pelo Brasil.

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