Os ministros das Finanças e Trabalho do G-8 - o grupo dos oito países mais industrializados do planeta - finalizaram ontem em Londres sua terceira reunião de cúpula sobre o emprego, afirmando a necessidade de reforçar o mercado trabalhista e o sistema de proteção social.
Nesta ocasião, os Estados-membros do G-8 - Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, Rússia, Japão, Alemanha, França e Itália - deixaram de lado o confronto entre defensores da flexibilidade e partidários do Estado de Bem-estar.
Para não ferir nenhuma suscetibilidade, o comunicado final, publicado ontem em Londres ao final de dois dias de reuniões, precisou que as reformas para lutar contra o desemprego devem ser ‘‘adaptadas a cada país’’.
Apesar de tudo, o texto recorre à fraseologia do governo britânico em favor de ‘‘mais trabalho que assistência’’. O plano de ação do G-8 será submetido aos chefes de Estados e de Governo em maio em Birmingham (Grã-Bretanha).
O texto afirma, por exemplo, que o estado de bem-estar deve ser reformado para incentivar os desempregados a buscar trabalho ‘‘ativamente’’. Defende reformas estruturais que favoreçam a eliminação de ‘‘obstáculos’’ à criação de emprego, como os ‘‘sistemas de dedução ou de regulamentação do mercado trabalhista’’.
Durante o encontro, voltou a surgir a idéia de uma ‘‘terceira via’’, um meio termo entre o modelo norte-americano, baseado na desregulamentação, e os métodos europeus, que privilegiam a coesão social.

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