A reunião de representantes dos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores do G-7 realizada ontem em Londres terminou sem que fosse anunciada qualquer medida concreta de ajuda aos países emergentes em crise. Representantes do governo britânico informaram que as discussões do grupo se concentraram na situação da Rússia e que os problemas da América Latina não chegaram sequer a ser abordados. ‘‘O objetivo da reunião não era discutir o Brasil. Não que essas questões não sejam importantes. Nós entendemos que elas são importantes, mas não era o propósito dessa reunião’’, afirmou à imprensa o representante do Reino Unido no encontro, que pediu para não ser identificado.
O grupo do G-7, que reúne o Reino Unido, Estados Unidos, França, Japão, Alemanha, Canadá e Itália, se prontificou a ajudar a Rússia a superar sua crise, com a condição de que o país se comprometa a avançar em suas reformas econômicas. Os sete países não adiantaram, entretanto, o tipo de ajuda será dado.
A notícia boa para os ‘‘emergentes’’ foi o pedido do presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, aos demais países industrializados, de que ‘‘estejam prontos para usar os US$ 15 bilhões que o Fundo Monetário Internacional pode levantar em casos de emergência para impedir que a América Latina sofra do contágio financeiro’’ que se espalha pelo mundo’’. Clinton disse que é preciso ‘‘responder imediatamente, com força financeira, se necessário, à crise monetária, especialmente se ameaçar as economias da América Latina, onde nações têm lutado para fazer progressos, para fazer a coisa certa, e têm sido machucadas por tempestades econômicas’’.
Embora não tenha dito que as taxas de juros nos EUA devem baixar, o presidente deu esse recado ao banco central de seu país com clareza quando disse que ‘‘a maior prioridade hoje é, simplesmente, promover o crescimento’’. A ‘‘chave’’ para a solução da atual crise, de acordo com Clinton, é o crescimento da economia japonesa. Ele disse que vai se encontrar com o primeiro-ministro Keizo Obuchi na semana que vem em Nova York para discutir com ele como os EUA podem ajudá-lo a atingir esse fim.

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