G-7 dá aval e o FMI discute ajuda para a Argentina
Depois de receber um sinal verde do G-7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo), a diretoria executiva do FMI retomou no final da tarde de ontem uma reunião informal decisiva iniciada anteontem sobre a concessão de um novo pacote de ajuda à Argentina. Pouco antes do reinício do encontro, os diretores do Fundo mantinham-se profundamente céticos e desconfiados da capacidade de recuperação da Argentina e questionavam, abertamente, o sistema de paridade cambial e o alto volume da dívida do país. No entanto mostravam-se dispostos a liberar um empréstimo, em face da deterioração diária da economia argentina e de uma autorização que receberam do G-7, durante a tarde.
A diretoria executiva do FMI é a última instância de decisão dentro da instituição. Formada por representantes de países sócios do Fundo, ela está acima do diretor-gerente, Horst Köhler, e do resto da equipe técnica da instituição. Até as 19h30, a reunião não havia sido concluída.ö
Patacones Com o rosto do histórico político da província de Buenos Aires Dardo Richa de um lado e a imagem da Catedral da cidade de La Plata do outro a modo de bênção as cédulas dos ''patacones'' começaram a circular ontem na cidades da província. Os patacones são os bônus criados pelo governo dessa província para pagar parte dos salários de seus funcionários públicos e os fornecedores do Estado. Somente receberão patacones os funcionários com salários superiores a US$ 740. Os patacones, na verdade uma pseudo-moeda, foram criados pela situação de falência da província de Buenos Aires, a mais endividada do país.





