Paris - Os ministros do G-4 (grupo formado por Brasil, Índia, Estados Unidos e União Européia) se reunirão na próxima sexta-feira em Paris para retomar as negociações sobre a liberalização do comércio mundial, em uma verdadeira corrida contra o relógio antes da reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), marcada para dezembro, em Hong Kong.
O encontro do ''Grupo dos Quatro'', como chamou o novo diretor-geral da OMC, o francês Pascal Lamy, começará logo cedo na embaixada do Brasil da capital francesa. O Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim; os EUA pelo secretário do Comércio, Rob Portman; a União Européia (UE) pelo comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson, e a Índia, pelo ministro do Comércio, Kamal Nath.
''Se estes quatro atores-chaves não ajustarem suas posições, nada avançará na OMC'', segundo fontes diplomáticas brasileiras. Quando assumiu a direção-geral da OMC, Lamy prometeu que a busca por este acordo comercial seria sua prioridade ''número um, dois e três''.
O resultado desta reunião mostrará ''até onde podem avançar os 148 países membros da OMC na liberalização comercial prevista no ciclo de Doha (capital do Qatar)'', que pretende aplicar um acordo global a partir de 2006.
Esta rodada de negociações aberta há quatro anos na capital quatariana com o objetivo de colocar o comércio a serviço do desenvolvimento dos povos, deveria ter sido concluída em 2004, mas os países do norte e do sul do planeta não entraram no acordo sobre as questões dos subsídios agrícolas.
Agora, Lamy espera que pelo menos dois terços das negociações sobre redução das barreiras aduaneiras sejam concluídos até a reunião de dezembro. Além disso, a reunião de Paris ocorrerá nas vésperas do encontro do G-20 (países industrializados e em desenvolvimento) na China. Segundo os países em desenvolvimento do G-20, as propostas agrícolas apresentadas na OMC procedem dos Estados emergentes deste grupo que sentem que nem europeus nem americanos colocaram suas cartas na mesa até agora.
Antes do encontro dos ministros do G-4 na capital francesa serão realizadas várias reuniões bilaterais.

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