G-20, com presença do Brasil, discute setor privado e crise
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de outubro de 2000
Das agências De Montreal 
A fraqueza dos sistemas bancários, sobretudo entre as nações emergentes, a vulnerabilidade dos países a crises financeiras e a participação do setor privado na prevenção e na administração de crises são os temas-chave que começaram a ser discutidos ontem, durante a abertura do segundo encontro de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G-20, grupo que reúne os vinte países de maior peso na economia mundial.
A inclusão do papel do setor privado nas discussões reflete a preocupação de governos e do próprio FMI sobre as regras que poderiam gerir essa participação. As discussões giram em torno de se e como o setor privado deveria manter seus investimentos em um determinado país ou região mesmo em casos de default ou moratória (stand still).
As autoridades também estão discutindo respostas ao crescente incômodo da sociedade civil com a globalização na segunda-feira, 39 pessoas foram presas em Montreal durante protestos contra a globalização. O ministro canadense das Finanças, Paul Martin, disse ontem que considera justas as manifestações e que o G-20 está preocupado com os mesmos temas que os manifestantes, como pobreza e distribuição de renda. Mas condenamos a violência dos protestos, afirmou o ministro.
O ministro Pedro Malan, da Fazenda, falou sobre os aspectos mais preocupantes da globalização. Ele foi orador líder sobre o tema globalização. Neste ano, na fase preparatória para o encontro, o Brasil discutiu com Índia e África do Sul, também economias emergentes, formas de administração da dívida, gestão de regimes de câmbio e globalização.
Entre os ouvintes de Malan estavam Lawrence Summers, secretário do Tesouro dos EUA, Horst Koler, diretor-gerente do FMI, e James D. Wolfensohn, presidente do Banco Mundial.


