Candidato da chapa única à presidência da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o presidente da indústria alimentícia Nutrimental, Rodrigo Costa da Rocha Loures, 60 anos, esteve ontem em Londrina para apresentar sua proposta de gestão à frente da Fiep. O sistema administra um orçamento de aproximadamente R$ 150 milhões por ano. ''Nossa prioridade será voltada para as indústrias já instaladas, ao invés de atrair novo capital externo'', disse.
Esta definição, segundo Rocha Loures, é razoável, justa e sustentável. Hoje, existem 30 mil indústrias no Paraná com 450 mil empregados, das quais 98% são micro e pequenas empresas. Mais da metade do total de funcionários, 54%, estão nos quadros das microempresas. A federação tem hoje 88 sindicatos filiados no Estado. O futuro presidente da Fiep acredita que o maior fluxo de informações entre o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, da Presidência da República, do qual faz parte, e as empresas integradas ao Sistema Fiep poderá beneficiar o Paraná.
Em Londrina, Rocha Loures acertou a realização de um encontro com lideranças empresariais da região metropolitana, aos moldes do que foi feito em Curitiba em 25 de junho. Ele reuniu-se com o prefeito Nedson Micheleti (PT) e também com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), David Dequech Neto. A intenção é promover a reunião na última semana de agosto, dez dias após a eleição da nova diretoria da Fiep. A eleição dos 50 diretores (25 titulares e 25 suplentes) está marcada para 15 de agosto.
''É uma chapa nova, mas não de oposição. É apenas um revezamento'', declarou o empresário, que pretende fortalecer a representatividade do setor industrial e dar prioridade à indústria nacional. ''Queremos melhorar o nível de informação, levando a realidade econômica para as instâncias políticas, e vice-versa'', salientou.
Rocha Loures planeja implantar administração participativa e descentralizar as decisões da entidade. ''Quero dar autonomia para as unidades regionais, estimular as iniciativas e intensificar o relacionamento com o interior'', argumentou. Segundo ele, o modelo até agora era muito centralizado e direcionado às empresas de alta tecnologia e à implantação de novas empresas.

mockup