Futuro estimula procura por seguros
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
Aline Vilalva <br> <br> Reportagem Local 
As pessoas estão cada vez mais preocupadas em garantir a segurança, seja própria, dos funcionários, das finanças, da educação ou de outras dezenas de opções ofertadas pelo mercado de seguros. Prova disso é que as vendas do seguros de pessoas, que engloba as modalidades de vida, acidentes pessoais, proteção financeira, educacional, viagem, entre outros, tiveram forte expansão de janeiro a julho do ano passado ante o mesmo período de 2010. Segundo balanço da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), nos primeiros sete meses de 2011, este mercado registrou crescimento de 24,14% no País, totalizando R$ 10,9 bilhões em prêmios.
Apenas em julho do ano passado, o resultado do seguro de pessoas foi 24,50% superior ao registrado no mesmo mês de 2010, quando o setor consolidou R$ 1,2 bilhão em prêmios. O destaque do mês, em 2011, foi o seguro prestamista (proteção financeira que garante o pagamento de prestações de bens adquiridos pelo segurado em caso de morte, invalidez e desemprego). A modalidade teve crescimento de 50,21%, ante o mesmo período do ano anterior, e somou prêmios de R$ 382,9 milhões.
Entre os seguros que tiveram maior representatividade, em julho do ano passado, destacam-se ainda os de acidentes pessoais e o de vida. O primeiro teve expansão de 31,87% e somou R$ 341,2 milhões em prêmios. Já o seguro de vida movimentou R$ 819,7 milhões, com evolução de 10,14% no período. No acumulado de janeiro a julho do ano passado, o seguro prestamista também obteve o melhor desempenho: somou R$ 2,5 bilhões, alta de 39,65% em comparação ao R$ 1,8 bilhão do mesmo período de 2010.
Segundo o corretor de seguros Albery Garcia Duarte, do Seguros União, de Londrina, a exemplo do País, o carro-chefe das vendas na unidade foi a modalidade prestamista. ''Esta carteira aumentou, revelando a preocupação que as pessoas têm em comprar o bem e não deixar dívida para a família'', observa, sem quantificar o crescimento. O seguro de vida de empresas, oferecido aos funcionários, ocupa a segunda posição no ranking dos mais procurados.
Segundo ele, nos últimos três anos, Londrina registrou crescimento nas vendas de seguros, creditada principalmente ao aumento da renda e maior conhecimento sobre o que é este serviço. ''Houve uma mudança no cenário. As classes C e D, por exemplo, passaram a dar mais atenção e também a investir nos seguros de vida, fato que historicamente não ocorria'', diz.
O corretor completa que pessoas que não possuem vínculo empregatício, autônomos, médicos e dentistas têm preocupação maior em aderir ao seguro de vida. ''O interesse depende muito da situação financeira e familiar do segurado, mas geralmente, a procura maior é por clientes acima de 30 anos'', diz. Ele esclarece, ainda, que em caso de doença preexistente, é possível fazer a apólice, mas a pessoa não terá a cobertura caso venha a falecer ou ficar inválida decorrente da enfermidade. ''O ideal, neste caso, é optar pelo seguro de acidentes pessoais, que dará cobertura pela morte acidental'', orienta Duarte.
O gerente técnico da Fenaprevi, Alexandre Penner, explica que o seguro passou a ser mais conhecido a partir de 1994, devido à estabilização da moeda e, nos últimos anos, a esforços significativos do governo e da iniciativa privada para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de utilizar seguros. ''Anualmente, o setor vem ganhando espaço, mas ainda há um potencial de crescimento muito forte para este mercado'', afirma.
Ele reitera que por recomendação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), reguladora do mercado, desde 2002 o termo seguro de vida, que era utilizado para denominar uma série de produtos, passou a se chamar seguro de pessoas, quando abrange as demais modalidades, e o de vida ficou ligado especificamente a apólices para cobertura de morte.



