FUTURO EM XEQUE - Sercomtel Celular tem fatia de mercado dez vezes menor
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sábado, 17 de agosto de 2013
Marco Feltrin<br> Equipe Bonde 
Com a chegada de concorrentes de peso na telefonia móvel, a Sercomtel Celular vem perdendo mercado a cada ano. Em números absolutos, a base de clientes da empresa permanece praticamente estável. As rivais, no entanto, dispararam no mesmo período, com campanhas intensivas de marketing e distribuição gratuita de aparelhos para planos pós-pagos.
Em 2003, os clientes da área coberta pelo DDD 43 (Londrina e região) eram disputados por três companhias: TIM, Vivo e Sercomtel. A TIM, com a aquisição da Telepar Celular, liderava com 131 mil clientes (44,78% do mercado), contra 94 mil da Vivo (32,17%) e 67 mil da Sercomtel (23,05%), lembrando que a companhia atua apenas em Londrina, enquanto as demais cobrem toda a região.
Passados dez anos, a base de clientes da Sercomtel sofreu leve queda, com 65.452 linhas habilitadas no mês de junho. A concorrência no setor foi intensificada com a chegada da Claro, Oi e Nextel, fazendo com que a participação de mercado da companhia londrinense caísse para apenas 2,51%, quase dez vezes menos se comparado a 2003. A TIM ainda lidera, com mais de 1,3 milhão de clientes e 52% de participação na região 43.
Para o diretor de marketing da Sercomtel, Agnaldo César Aversani, o fato de estar há dois anos sem contratar uma agência de publicidade é determinante para a perda de mercado. Em abril, a companhia lançou um plano com a chamada mais barata do Estado para celulares de outras operadoras no pré-pago. Mas a falta de comunicação com o mercado dificulta a aceitação da oferta.
"Pela falta de agência, a gente não consegue comunicar. É a famosa sola de sapato. As equipes de vendas fazem ações com panfletos, boca a boca e rede social. Mas nada se compara aos anúncios em uma mídia massiva, como fazem nossos concorrentes", analisa.
A licitação para contratação de uma agência de publicidade está sob análise da procuradoria jurídica da empresa. A expectativa é que o processo seja concluído até outubro. Caso contrário, não está descartada contratação emergencial para uma campanha específica. "Nosso preço está muito competitivo. A gente precisa fazer com que isso chegue aos ouvidos de clientes e não clientes. O que não pode é, mesmo sem agência, estacionar. Na telefonia fixa, 2013 é o ano que mais vendeu. Se tivesse agência, o resultado seria ainda melhor", garante Aversani.


