Futuro do real divide economistas
Futuro do
real divide
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Carmem Murara
Marcelo AlmeidaSem abusoGianetti, da USP: real suporta campanha eleitoralA aproximação do período eleitoral e a candidatura à reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso começam a dividir opiniões de economistas sobre o futuro do plano de estabilização econômica. Reunidos ontem no Business Professional Women - evento promovido pela Associação das Mulheres de Negócios e Profissionais de Curitiba -, os economistas Luciano Coutinho e Eduardo Gianetti apresentaram opiniões divergentes sobre a interferência político-eleitoral na economia do País.
Coutinho foi mais incisivo e não poupou palavras. O governo federal já deixou a corda solta, sem controle algum. O déficit público cresceu muito e as despesas correm sem controle, afirmou. Ele avaliou ainda que parte do pacote fiscal, feito no ano passado, está sendo fraudado com excesso de gastos. Segundo o economista, muitos gastos são eleitoreiros. É importante que as autoridades, como o ministro Pedro Malan (Fazenda), tomem conta do galinheiro, completou.
Para o seu colega de profissão, os abusos eleitorais não são grandes o suficiente para influenciar na economia nacional. Eduardo Gianetti aposta numa estabilização forte, que não se abala com uma campanha eleitoral para presidente. O governo não vai abusar a ponto de desestabilizar o Plano Real, afirmou Gianetti.
Marcelo AlmeidaCorda soltaCoutinho, da Unicamp: situação já saiu do controle
Os dois concordam num ponto: o presidente Fernando Henrique Cardoso deveria usar a campanha eleitoral para implantar algumas pequenas reformas econômicas, como por exemplo, aumentar a redução das taxas de juros e reduzir o déficit público, que chega a R$ 40 bilhões ao ano. A queda dos juros em 7% ao ano é considerada tímida pelo economista Luciano Coutinho.
Outro fator considerado prioritário é a implementação das reformas previdenciária e tributária. Gianetti defende que a reforma da Previdência seja aprovada já no início da segunda administração de FHC. O grande erro do Fernando Henrique foi não fazer as reformas no primeiro ano de governo, opinou.





