Agência Estado-Dow Jones
De Londres
Os negócios envolvendo fusões e aquisições no mundo atingiram em 1999 o recorde de US$ 3,317 trilhões, segundo dados da Thomson Financial Securities Data. A atividade foi impulsionada por 21 acordos no valor de mais de US$ 10 bilhões. Nesse grupo de megafusões, a empresa destaca o maior negócio da história, a oferta hostil de US$ 149 bilhões da Vodafone pela companhia de telecomunicações Mannesmann, da Alemanha.
No quarto trimestre do ano, as fusões e aquisições no mundo somaram US$ 1,051 trilhão e a Europa respondeu por 38,9% dos negócios, ou US$ 409 bilhões, reduzindo a diferença com os EUA. ‘‘O mercado europeu cresceu 39% sobre o total recorde de US$ 368 bilhões do terceiro trimestre’’, disse a Thomson financial Securities Data ao jornal Financial Times. Ao longo do ano, as fusões na Europa, aceleradas pelo lançamento do euro em janeiro passado, mais do que dobraram na comparação com o ano passado, para totalizar US$ 1,213 trilhão.
Apesar da grande atividade européia, os bancos norte-americanos continuam sendo os principais assessores das operações, com o líder, Goldman Sachs, envolvido em negócios que somaram US$ 709 bilhões. O Goldman Sachs também liderou os negócios globalmente, estando envolvido em acordos avaliados em US$ 1,278 trilhão, 38,7% do mercado mundial.
Na América Latina, as fusões e aquisições registraram uma queda de 26,6% em 1999 em relação ao recorde de US$ 86,37 bilhões do ano passado, informou a Thomson Financial. Segundo a empresa, a instabilidade política e econômica na região teve um grande impacto sobre os negócios.
O volume movimentado pelas privatizações na região caiu para US$ 8 bilhões em 1999, com os negócios sendo liderados por Argentina, Brasil e Chile. A Argentina liderou em fusões e aquisições, com negócios totalizando US$ 15,5 bilhões, um aumento de 67% sobre o ano anterior.
O Brasil ficou em segundo lugar, com volume de fusões e aquisições anunciadas em torno de US$ 15 bilhões, uma queda de 73% sobre o recorde de US$ 50 bilhões de 1998. A Thomson atribui a queda dos negócios no Brasil aos programas de privatizações, que passaram do recorde de US$ 28 bilhões em 1998 para US$ 2,7 bilhões este ano.
O Goldman Sachs liderou a assessoria de fusões e aquisições na América Latina, estando envolvido em negócios que somaram US$ 25,048 bilhões, seguido pelo Credit Suisse First Boston, com US$ 23,442 bilhões.

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