Fusões movimentam mais de US$ 600 bi no mundo
Agência Estado
De São Paulo
As operações de fusões e aquisições em todo mundo geraram um montante de US$ 608 bilhões nos primeiros nove meses do ano, um volume 50% superior ao mesmo período do ano passado, segundo estudo internacional divulgado ontem pela empresa de consultoria KPMG. O destaque neste período, indica a pesquisa, foi a área de telecomunicações, que movimentou US$ 108 bilhões.
Esses negócios realizados entre janeiro e setembro de 99 superaram todo o montante do ano passado, de US$ 544 bilhões, mesmo com a realização de um menor número de operações: 3.852 este ano, ante 3.777 em 98. Isso significa que os negócios feitos em 99 tiveram valores mais elevados e, segundo o estudo da KPMG, essa tendência vai continuar.
O setor de indústrias químicas foi o segundo que mais movimentou recursos entre fusões e aquisições nos nove primeiros meses deste ano, diz a KPMG, com o montante de US$ US$ 75 bi. Em seguida, aparecem os segmentos de alimentação, bebidas e fumo, que gerou US$ 30 bilhões. O setor de petróleo ficou na terceira colocação, com US$ 17 bi, seguido da área financeira, que gerou outros US$ 14 bilhões.
O estudo da KPMG mostra ainda que os ingleses foram os grandes compradores este ano até setembro. Eles aplicaram US$ 202 bilhões em operações de fusão ou aquisição. Os norte americanos investiram US$ 113 bilhões, aparecendo na segunda colocação. Os franceses, terceiro colocados, movimentaram US$ 74 bilhões, seguidos pelos alemães, com US$ 45 bilhões. As operações realizadas por companhias européias totalizaram US$ 430 bilhões, o que significa um crescimento de mais de 100%, comparado com os US$ 203 bilhoes no mesmo periodo de 1998.
Os Estados Unidos, por sua vez, foram líderes na captação de investimentos, diz o estudo. Só as empresas inglesas aplicaram US$ 242 bilhões no mercado norte-americano. O Brasil ficou com apenas US$ 7,7 bilhões nos primeiros nove meses do ano, número significativamente inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 24,1 bilhões.
Os números deste estudo da KPMG conflitam com uma outra pesquisa, da Thomson Financial Securities Data, que calcula que as fusões e aquisições em todo o mundo chegaram a US$ 2,2 trilhões nos primeiros nove meses do ano. De acordo com a Thomson, esse resultado cresceu 16% em relação ao mesmo período de 98, que registrou US$ 1,93 trilhões em operações.





