Fusões e aquisições elevam competitividade
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sexta-feira, 24 de maio de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
A necessidade de as empresas ganharem competitividade traz à tona o debate sobre fusões e aquisições, cada vez mais comuns no Paraná e no País. O consultor Dejair Batista de Paula Junior, da D&R Negócios, esteve em Londrina na última quinta-feira, na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), para fazer uma palestra sobre o tema para empresários locais.
Ele explica que a concorrência aumentou muito nos últimos 20 anos, o que fez com que apenas as empresas que praticam uma gestão eficiente tivessem condições de sobreviver e ganhar mercado. "Quem tem mais lucros e menores custos consegue crescer. Aí, para quem quer expandir mais seus negócios, o melhor jeito é por fusões ou aquisições", diz o consultor, que já participou de dezenas de transações do tipo.
Paula Junior afirma que, muitas vezes, uma empresa conta com boa área de atuação comercial, mas peca na falta de tecnologia adequada. Quando isso ocorre e aparece um concorrente, com características mais inovadoras e sem tantos clientes, nada impede que ambos se unam em um projeto que cria uma empresa única e mais forte. Ele cita ainda a chance de contar com investidores de private equity, que são fundos que investem em um negócio, com objetivo de contribuir para a gestão financeira, aumentar a lucratividade e vender a participação depois de no mínimo cinco anos, com lucro. "Muitas vezes, esses fundos nem mesmo querem ser sócios majoritários", diz.
Por outro lado, o consultor conta que não é fácil avaliar um negócio, mesmo porque os proprietários querem o mínimo de exposição possível. Isso porque o preço pode cair se uma notícia sobre a venda gerar suspeita de problemas na empresa. Ou pode se valorizar, caso aumentem os rumores sobre a compra. "É preciso ver como serão os próximos anos e o tempo de análise muda. Pode ser de cinco, dez anos, então é preciso conhecimento técnico", diz, sobre escritórios especializados.


