Fusões dependem das propostas de telefônicas, diz ministro
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sexta-feira, 03 de maio de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O ministro das Comunicações, Juarez Quadros, disse ontem que cabe às empresas apresentarem propostas para antecipar o processo de fusões no setor. As propostas não podem ferir a Lei Geral de Telecomunicações ou as regras editalícias, ressalta o ministro. A regulamentação do setor determina que o controle acionário das operadoras que faziam parte do Sistema Telebrás deve permanecer inalterado até julho de 2003, quando a privatização completará cinco anos.
O ministro descartou a hipótese de mudança na regra que impede que as quatro concessionárias fixas herdeiras do Sistema Telebrás - Telefônica, Telemar, Brasil Telecom e Embratel - de terem o mesmo controlador. Não adianta tentar mudar, pois essa é uma cláusula pétrea, afirma Quadros. O ministro afirmou que se preocupa com as dificuldades que vem enfrentando a Embratel. Mas os riscos fazem parte do mundo dos negócios.
Quadros negou a possibilidade de a escolha do padrão de TV digital para o Brasil ficar para o próximo governo. Alguns analistas temem que a decisão seja questionada devido à proximidade das eleições. O ministro descartou a hipótese. A orientação que nós temos é decidir neste governo, afirmou. O ideal é que se defina até o meio do ano.
Ele voltou a negar uma crise sistêmica no setor de telecomunicações. Quadros disse que problemas macroeconômicos, como a alta carga tributária incidente sobre os serviços, têm solução difícil. Vai demandar muito tempo e muita negociação. O governo federal tem procurado reduzir os impostos, mas existe um embate com os governos estaduais.
Sobre os problemas microeconômicos, o ministro considera que dependem mais da atuação das empresas do que do órgão regulador. Segundo Quadros, a Anatel está avaliando as sugestões das operadoras celulares para mudança nas regras do Serviço Móvel Pessoal (SMP).


