Agência Estado
De Nova York
As fusões e aquisições no mundo dispararam e atingiram um recorde de US$ 2,2 trilhões nos nove primeiros meses do ano, de acordo com dados da Thomson Financial Securities Data. No ano, o recorde deverá crescer significativamente, já que o dado não inclui a compra, anunciada no início da semana nos EUA, da Sprint pela MCI, por US$ 129 bilhões. O meganegócio no setor de telecomunicações marcou a maior fusão da história das corporações.
Nos três primeiros trimestres do ano, o volume de fusões e aquisições cresceu 16% sobre o total de US$ 1,93 trilhão registrado em igual período de 98. No 3º trimestre, quando os negócios cresceram 46%, para US$ 780,9 bilhões, o movimento foi impulsionado sobretudo pelas empresas européias. Entre os grandes negócios europeus no período está o do Bank of Scotland, que ofereceu US$ 34 bilhões pelo National Westmister Bank, e o da franco-belga Totalfina, que fez uma oferta hostil de US$ 49,7 bilhões pela francesa Elf Aquitaine.
Esta megafusão petroleira, no entanto, está ameaçada pela investigação que a Comissão Européia decidiu fazer sobre as possíveis repercussões negativas para a livre concorrência na Europa. A decisão da comissão, órgão executivo da União Européia, anunciada esta semana, suspende por quatro meses os planos de fusão.
Ainda de acordo com a Thomson, a Goldman Sachs ficou em primeiro lugar entre os consultores de fusões globais nos três primeiros meses do ano, tendo participado de negócios que envolveram US$ 800 bilhões.

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