Rio de Janeiro A Infraero aceita perdoar as dívidas das empresas aéreas Vasp, Transbrasil e Gol caso as três resolvam se unir e formar uma nova companhia. Em troca, a estatal se tornaria sócia da nova empresa.
O presidente da Infraero, Carlos Wilson, disse ontem que pode ser aplicado neste negócio o mesmo modelo desenhado para a fusão da Varig com a TAM. ''A Infraero se coloca à disposição, da mesma forma que se ofereceu para a fusão TAM e Varig. Não queremos nenhum dinheiro. Podemos receber a dívida em troca da participação numa possível nova empresa. A Infraero entraria como sócia'', afirmou. ''Não dá para se pensar em começar uma nova empresa já com dívidas.''
As dívidas de todas as empresas aéreas com a Infraero estão avaliadas em R$ 1,3 bilhão, sendo a maior delas a da Vasp. Esse passivo se refere aos atrasos no pagamento de taxas, como de embarque, e aluguel de espaço nos aeroportos. O presidente da Infraero disse que a empresa vem estudando formas para alongar as dívidas das empresas, tendo feito tudo para ''fortalecer'' a aviação comercial no País.
Independente da possibilidade de fusão com a Vasp e a Gol, a Transbrasil vem se movimentando em torno da retomada de suas atividades. A empresa parou de voar no final de 2001. ''A Transbrasil tem nos procurado, acenando com a possibilidade de reiniciar suas operações pelo vôos de carga. Independente da possível fusão, nós também estamos incentivando essa intenção isolada da companhia'', afirmou.
Ele disse que a Infraero também tem interesse em fortalecer as empresas regionais, citando com exemplo os problemas verificados em pontos mais distantes do País, como o aeroporto de Campina Grande (PB), que será inaugurado no final do mês. No entanto, não há até agora nenhum vôo comercial para ser operado.

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