Fusão TAM/Varig ainda não saiu do papel
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sábado, 17 de janeiro de 2004
Nilson Brandão Junior<br>Agência Estado 
Rio- Os entendimentos para a fusão entre a Varig e a TAM vão completar um ano dentro de duas semanas em compasso de espera. Nada será resolvido até o Banco Fator apresentar, no início de fevereiro, uma nova modelagem para o negócio, já que as duas empresas estão hoje em situação diferente da que exibiam em fevereiro do ano passado, quando um protocolo para o acordo foi assinado.
Uma fonte que acompanha o processo confirmou ontem que o banco, encarregado de montar o formato do negócio e coordenar o processo, já havia enviado uma atualização da proposta inicial, na primeira semana de janeiro, às duas empresas aéreas. O novo formato foi rejeitado pelas duas empresas, por discordâncias, segundo a fonte, sobre o valor da companhia aérea resultado da fusão e sobre as participações acionárias de cada uma delas no novo negócio.
A TAM e a Varig confirmam que a entrega do novo modelo para a fusão ficou para fevereiro. Em outubro do ano passado, o vice-presidente do conselho de administração da TAM, Antonio Luiz Teixeira de Barros Júnior, informou que um novo estudo de viabilidade para o negócio era aguardada para dezembro. Ontem, a assessoria do Fator informou que o novo modelo será finalizado até fevereiro e negou que uma versão já tenha sido apresentada este mês.
Quando o protocolo de intenções entre as duas companhias aéreas foi assinado, no dia 6 de fevereiro do ano passado, a expectativa era de que a fusão sairia ainda no começo do segundo semestre. Enquanto isso, Varig e TAM permaneceriam voando em acordo de compartilhamento de vôos.
Este acordo operacional vem sendo executado desde março e, segundo as empresas, tem apresentado bons resultados, como o aumento na ocupação média nos vôos domésticos. Os resultados do acordo - que gerou um enxugamento na malha das duas companhias -, medidas de reestruturação interna e o início de recuperação da economia e da demanda melhoraram a performance operacional da Varig e da TAM. Este é um dos argumentos usados quando se explica que a fusão não é mais a única saída para as empresas. No último trimestre de 2003, as companhias admitiram que tocavam planos alternativos, enquanto não saía a fusão.


