Fusão cria segundo maior grupo de telecomunicações no Japão
Do Financial Times
As empresas KDD, DDI e IDO anunciaram ontem uma fusão de 2,7 trilhões de ienes (US$ 26,2 bilhões), que criará a segunda maior companhia do setor de telecomunicações no Japão, com vendas de mais de US$ 32 bilhões. A KDD é a maior operadora de telefonia internacional. A DDI e a IDO são operadoras de telefonia móvel.
A união das três desafiará o domínio da Nippon Telegraph and Telephone (NTT) e da Japan Telecom, líderes no mercado japonês. A fusão integra um plano de reestruturação do setor de telecomunicações no Japão, caracterizado por desregulação, competitividade global e grandes avanços tecnológicos. O anúncio da fusão teve impacto direto nas ações das empresas, que captaram a ansiedade do mercado.
Ontem, as ações da KDD subiram 1,67% e as da DDI, 4,29%. As ações da Toyota, a segunda maior acionista da KDD e proprietária da IDO, que não é cotada em Bolsa de Valores, tiveram alta de 9,04%. A nova empresa, que será chamada DDI Corporation, deverá começar a operar até outubro do próximo ano.
Yusai Okuyama, presidente da DDI, comandará o novo grupo. As três companhias esperam se beneficiar de recursos compartilhados para oferecer serviços abrangentes de telecomunicações que incluirão serviços móveis, domésticos e internacionais.
A KDD controla as redes de fibra ótica e a tecnologia de Internet de que a DDI precisa, enquanto a DDI e a IDO têm o controle das operações de telefonia móvel e de uma base de consumidores de 150 milhões de pessoas. Os termos da fusão obrigam que 92,1 ações da KDD ou 2,9 ações da IDO sejam trocadas por uma ação da DDI. A DDI emitirá novas ações em benefício da Toyota antes da fusão, por meio de alocação a terceiros.
Os grupos anunciaram que esperam registrar lucros da ordem de US$ 389 milhões sobre vendas de US$ 11,2 bilhões da parte das companhias matrizes nos 12 meses que se encerrarão em março de 2001, excluindo-se os lucros da KDD e IDO no primeiro semestre.
Os analistas receberam a iniciativa com agrado, alegando que ela melhora as chances de sobrevivência das companhias em um mercado intensamente competitivo. No entanto, o grupo criado pela fusão não deverá ter o poderio financeiro necessário para combater a Nippon Telegraph and Telephone, líder do setor.





