A ameaça de blecaute na região Sudeste durante o final de semana está temporariamente afastada. Ontem, os dois cabos que haviam sido rompidos por um vendaval durante esta semana, na região de Ubiratã, estavam sendo consertados. Um terceiro cabo, que não foi danificado, deve garantir o fornecimento normal de energia elétrica, segundo informa Furnas Centrais Elétricas.
Em qualquer situação de risco, a Eletrobrás estipula uma cota de sacrifício que os Estados devem cortar do seu consumo diário, para manter o abastecimento. O Paraná tem um consumo diário de 2.700 megawatts e, se precisar entrar na cota do sacrifício, terá de reduzir em 30 megawatts este consumo. Índice considerado pequeno e fácil de ser administrado, segundo a Copel.
Se acontecer algum blecaute será pulverizado no Estado, nada tão forte. A queda da temperatura deve ajudar na redução do consumo de energia e isso pode afastar a possibilidade de blecaute, explicam técnicos. Até o dia 29 deste mês o sistema deve ser normalizado, informam.
A longo prazo, no entanto, o fornecimento deficitário de energia não será resolvido com a construção de novas usinas no Estado, explica o presidente da Cáopel, Ingo Hubert. Segundo ele, os problemas continuarão acontecendo porque não houve investimentos semelhantes em outros Estados, comprometendo o fornecimento em todo o País. ‘‘ O Paraná faz parte de um sistema que já está no limite de sua capacidade’’, afirma.

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