Furlan prevê maior investimento estrangeiro
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quinta-feira, 24 de junho de 2004
Renata Veríssimo<br>Agência Estado 
Brasília - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, acredita que no próximo ano o investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil será da ordem de US$ 20 bilhões. Isso representaria um aumento de 66% sobre a mais recente previsão feita pelo Banco Central para este ano, que é de US$ 12 bilhões. O ministro, por meio da sua assessoria, admite que o governo não pode ficar parado esperando o ingresso desses US$ 20 bilhões. ''Para isso, nós não podemos ficar simplesmente esperando que os investimentos venham. Iremos a outras regiões do mundo, conversar com outros investidores, num trabalho de corpo a corpo, convencendo, dando oportunidade no Brasil'', afirmou.
Furlan está otimista com o resultado do encontro Brasil & Parceiros, realizado na quarta-feira em Nova York para investidores do hemisfério norte. ''Saímos muito animados. O presidente Lula comemorou mais uma etapa que se conquista de novos investimentos e geração de emprego para o Brasil'', declarou, segundo a nota. ''Eu acredito que não tenha ninguém que tenha saído daqui sem motivação para investir no Brasil.''
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e oito ministros se reuniram com mais de 700 investidores dos Estados Unidos, Canadá, Venezuela e México. ''Nós podemos esperar novo fluxo de investimentos, as empresas são muito atrativas e há também muitas delas que estão vendo o Brasil como uma base competitiva para a exportação'', avalia Furlan.
Segundo a assessoria do ministro, os encontros vão proporcionar novas parcerias público-privadas (PPPs). ''Esses investimentos público-privados têm um desdobramento também na indústria. Estivemos, por exemplo, com o presidente da GE do Brasil e altos executivos e tivemos a oportunidade de falar sobre o mercado de locomotivas'', disse Furlan.
Segundo o ministro, o Brasil foi fabricante de locomotivas nos anos 70 e deixou de fabricar quando a demanda caiu. Com a retomada em ferrovias e o crescimento das exportações, tem-se uma demanda grande de vagões e de equipamentos ferroviários.
''As PPPs podem alavancar também toda a cadeia produtiva porque uma construção de um novo porto, por exemplo, vai demandar armazéns, guindastes, porta-contêineres, e isso pode movimentar toda a indústria'', explicou Furlan.
Os encontro bilaterais continuaram ontem. Hoje, Furlan embarca para Washington, onde se encontra com subsecretário de Comércio dos Estados Unidos, Grant Aldonas, para tratar da relação entre os dois países e os entraves que existem sobre alguns produtos, como camarão, suco de laranja e algodão.


