Furlan nega que ameaçou taxar exportação de setores
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Brasília - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirmou, ontem, que a adoção de um imposto sobre as exportações de determinados produtos é um dos instrumentos à disposição do governo para conter repasses abusivos de preços. Entretanto, por meio de um porta-voz, o ministro Luiz Fernando Furlan negou ter ameaçado taxar as exportações dos setores de aço, ferro-gusa, celulose e petroquímico durante um almoço com empresários na última quinta-feira, como noticiou ontem o jornal especializado Valor Econômico.
''Não é intenção do ministério nem do governo usar esse mecanismo'', disse o ministro, por meio de um porta-voz. No almoço, o ministro teria reclamado de aumentos abusivos e convocado empresários dos quatro setores citados para uma conversa. ''Temos recebido contínuas reclamações das cadeias produtivas sobre aumentos exagerados em algumas matérias-primas, inclusive em listas de preços para os próximos meses.''
A bronca do ministro seria com empresários que, sem fundamento, alegam aumento de custos por causa da alta do dólar. ''O governo tem grande preocupação com esse surto inflacionário e o entendimento do ministério é de que a variação cambial já foi absorvida pelos fatores de produção'', disse o ministro por meio do porta-voz.
Na saída do almoço, ao responder a perguntas dos jornalistas sobre quais são os mecanismos à disposição do ministério para conter aumentos abusivos de preços, o ministro citou o imposto sobre exportação, que já foi usado para resolver um problema semelhante com o couro, disse o porta-voz.


