São Paulo O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Furlan, fez ontem um desafio aos empresários do setor do couro para que dobrem até 2006 as exportações de US$ 2,84 bilhões, registradas no ano passado. ''Estamos na 30 edição da Couromoda e lanço o desafio ao setor para que na 34 edição tenhamos o dobro das exportações que tivemos no ano passado'', afirmou, em seu discurso.
Furlan garantiu que o governo vai garantir aos empresários parcerias, incentivos e trabalho na abertura de mercados e rigidez nas negociações internacionais. ''Ouvi hoje (ontem) dos empresários que estamos tendo dificuldade para entrar na Rússia. Vamos remover essa dificuldade. Em março ou abril vamos fazer uma missão até a Rússia e eu quero a presença dos empresários lá. Vamos negociar o ingresso nesse mercado, já que queremos os russos como parceiros'', afirmou.
Citando um questionamento pessoal feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o Brasil quase não tem relacionamento comercial com os países do norte da Europa, Furlan sugeriu aos empresários que intensifiquem a busca por esses mercados. ''Precisamos fazer mais do que vocês já fizeram, criando oportunidades. Helsinque, Kopenhague e Estocolmo têm renda per capita anual de US$ 40 mil a US$ 60 mil. Precisamos ver o que as pessoas de lá compram e oferecermos nossos produtos'', disse.
Ao enfatizar sua ''obsessão'' pelas exportações, o ministro chegou a ficar emocionado durante o discurso. ''Quando minha mulher vai comprar uma botinha em Nova York, um calçado que fica bem no pé dela, fico envaidecido quando vejo o selo ''made in Brazil'', afirmou, interrompendo o discurso, quase perdendo a voz e abaixando a cabeça em silêncio.''Fico muito emocionado quando penso nisso'', justificou.

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