Rio - O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, defendeu ontem o plantio de alimentos transgênicos no País, alvo de divergências entre os membros do governo, dizendo que o Brasil não pode ser ''o último dos moicanos'' no mundo e perder mercado.
Atualmente, o plantio de soja transgênica com fins comerciais está proibido no Brasil, mas a venda do produto já colhido na safra de soja passada foi liberada.
''Minha posição é muito pragmática. O Brasil não pode ficar atrasado em relação ao resto do mundo em termos de evolução científica. Não faz nenhum sentido isso (proibição do plantio e comércio). Não podemos ser o último dos moicanos, deixando o mercado para os demais países produtores'', diz o ministro.
Antes de assumir a pasta, ele foi presidente da indústria de alimentos Sadia, cujos alguns produtos já apresentaram vestígios de substâncias transgênicas segundo laudos encomendados pela ONG ambientalista Greenpeace.
A posição favorável de Furlan aos transgênicos contraria a opinião da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que é contrária ao cultivo de produtos geneticamente modificados.

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