Miami - Ao encerrar sua participação na reunião ministerial da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), em Miami, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse que ''mais hora, menos hora vai ter concessão na área agrícola na Alca - ainda que não sejam concessões que dão direito adquirido no âmbito da Organização Mundial de Comércio (OMC).''
Ele espera que haja algumas concessões em termos de acesso a mercados - como cotas tarifárias e remoção de barreiras - de produtos agrícolas. A ressalva de que as concessões na Alca podem não dar direito adquirido na OMC é em razão, na opinião de Furlan, de que as negociações da OMC terminem antes da Alca ou das negociações da União Européia e Mercosul. ''É mais provável uma dilatação das negociações no âmbito da OMC, que estão num impasse, do que as da União Européia e Mercosul, que têm um cronograma ativo. E mesmo até com a Alca, que a partir de agora terá um cronograma mais ativo de negociações'', explicou o ministro.
Quanto às críticas dos empresários norte-americanos de que a declaração ministerial de Miami é pouco ambiciosa e ampla para a integração hemisférica, Furlan disse que essa é a mesma crítica do empresariado brasileiro. ''Os empresários brasileiros acreditam também que os Estados Unidos estão perdendo uma oportunidade de ter uma Alca mais profunda e ambiciosa ao sustentar subsídios agrícolas. Aliás, o setor agrícola nos Estados Unidos envolve 2% da economia do País e representa uma população que é menos de 1% da população economicamente ativa norte-americana'', afirmou Furlan.

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