Agência Estado
De São Paulo
Os especialistas do mercado confirmam que a esmagadora maioria dos fundos de investimento financeiro (FIFs) deverá ter liquidez diária a partir do dia 2 de agosto, ou seja, possibilitará saques diários remunerados. Os resgates feitos antes de 30 dias da aplicação estarão sujeitos à cobrança de um IOF regressivo.
O diretor de Produtos para Clientes Institucionais do Banco Itaú, Alexandre Zakia Albert, entende que, num primeiro momento, praticamente todos os fundos (DI, renda fixa, cambiais, de derivativos e multicarteira) serão transformados em fundos com liquidez diária. As aplicações de capital garantido, que asseguram o resgate pelo menos do dinheiro aplicado, são uma das exceções. Ele afirma que alguns fundos de derivativos mais agressivos também podem ter uma carência inicial, dependendo da política de investimentos do fundo.’’
Zakia Albert acredita que, quando os juros estiverem mais baixos e houver títulos de prazo mais longo e de menor liquidez, é possível que haja fundos com uma carência inicial, mas isso ainda deve demorar para ocorrer. O chefe do Departamento de Análise da Hedging-Griffo Asset Management, Enio Shinohara, considera as mudanças positivas para o investidor.
Alguns administradores acreditam que a indústria de fundos deverá receber boa parte dos recursos aplicados em caderneta, uma vez que, além da baixa rentabilidade, essa aplicação vai continuar com liquidez apenas a cada 30 dias. Mas Shinohara entende que esse movimento será mais lento, pois boa parte dos investidores é conservadora e prefere a caderneta por considerá-la mais segura. A questão é que quem permanecer ancorado nessa aplicação vai deixar de ganhar dinheiro, pois a rentabilidade vai continuar a mais baixa na renda fixa.
No caso do dinheiro a ser investido este mês, os fundos de 60 dias são a melhor opção, desde que a aplicação passe a ter liquidez diária a partir de 2 de agosto.
Dobradinha de riscoAplicar em dólar e ouro continua sendo uma operação arriscada e pouco recomendada pelos especialistas da área. Na semana passada, nem a alta do dólar, provocada pelas incertezas do mercado argentino, conseguiu empolgar os profissionais, que vêem o investimento com diversas restrições. ‘‘A moeda é muito volátil’’, explica o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira.
No caso do ouro, a cotação também deve cair, entre outros motivos, por causa da grande oferta de barras de ouro em leilão pelo Banco da Inglaterra.

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