As novas normas divulgadas semana passada pelo Banco Central para os fundos de investimento prometem dar maior segurança aos aplicadores. Segundo as regras, as administradoras de fundos de maior risco, como os de derivativos, serão obrigadas a apresentar aos cotistas descrição detalhada de sua política de investimento e informá-los sobre a possibilidade de que tenham de alocar mais recursos, se o patrimônio líquido do fundo ficar negativo. O prazo máximo para a adoção desse procedimento é o fim de junho.
O diretor de Asset Management do Credibanco, Fábio Colombo, acredita que os fundos mais conservadores, como os DI e os de renda fixa tradicional, deverão ser favorecidos por essa regra. É que os investidores passarão a ter melhor idéia dos riscos dos derivativos e poderão migrar para opções menos ousadas. ‘‘Existe muita resistência por parte dos investidores em assinar documentos que os responsabilizam pelos riscos’’, comenta Colombo.
Outra determinação do BC que passará a beneficiar o aplicador é a permissão para que as instituições administradoras apliquem apenas até R$ 990 mil em cotas para a formação de um fundo. Segundo o diretor de Administração de Carteiras da Lloyds Asset Management (LAM), Marcelo Maneo, isso vai evitar que investidores façam interpretações equivocadas. ‘‘Antes, eles podiam entender que a apresentação de um patrimônio elevado representasse o sucesso do fundo, pois não sabiam que o valor pertencia em grande parte à instituição.’’
Dessa forma, Maneo acredita que o investidor passará a agir mais cautelosamente antes de fazer alguma aplicação. ‘‘É preciso analisar outros aspectos, além do grau de risco que a instituição apresenta.’’
A aplicação feita pelo banco fica limitada ao prazo máximo de 180 dias, contados a partir da data de constituição de um fundo.

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