Fundos são atalho seguro para pequeno investir no setor
A divisão dos papéis da Telebrás também deverá afetar, em maior ou menor grau, os fundos de ações tanto os que seguem o Índice Bovespa (IBovespa), que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa paulista, como os de telecomunicações.
O diretor de Renda Variável da BankBoston Asset Management, Júlio Ziegelmann, orienta o pequeno investidor que deseja aplicar no setor de telecomunicações a fazê-lo por meio de fundo de ações. Inicialmente, será difícil avaliar o potencial das empresas que vão surgir da divisão da Telebrás, o que complica até mesmo a vida do gestor de recursos. É por isso que ele recomenda os fundos. Se o momento será complicado até mesmo para o administrador profissional, imagine a situação do pequeno investidor.
O administrador de carteiras da Lloyds Asset Management (LAM), Marcelo Guterman, entende que a divisão não deverá provocar grandes mudanças nos fundos que seguem o IBovespa. Segundo ele, o administrador continuará a ter como meta de desempenho a evolução do novo índice.
Já para o diretor do BankBoston será mais difícil oferecer rendimento próximo ao avanço do índice. Hoje, isso é mais fácil porque Telebrás corresponde a cerca de 50% do IBovespa, mas com o surgimento de 12 novos papéis não será tão simples andar parelho com o IBovespa. Com isso, poderá haver maior dispersão entre a rentabilidade desses fundos.





