Carmem Murara
Os 352 fundos de pensão fechados que operam hoje em todo o País decidiram investir em programas de qualidade para buscar competitividade e melhorar os lucros. A meta é aumentar o volume de captação que garante um ativo de R$ 92 milhões - algo em torno de 11% do Produto Interno Bruto brasileiro. A qualidade é o tema abordado pelos gerenciadores dos fundos que participam do Seminário Regional de Excelência de Gestão.
O encontro começou ontem e vai até hoje no auditório da sede administrativa do Banestado, em Curitiba. Na abertura do evento, o presidente do Banestado e ex-ministro da Previdência, Reinhold Stephanes, falou sobre a importância dos fundos, mas ressaltou que o País ainda está longe de ter uma solução para os problemas previdenciários. ‘‘O estoque das despesas com os aposentados é de R$ 2 trilhões, no País, e os fundos são soluções apenas para os novos aposentados’’, afirmou Stephanes. ‘‘Os funcionários da ativa ainda terão que contribuir para pagar a aposentadoria de seus pais e avós’’, disse.
Somente nos últimos dois anos o brasileiro despertou um pouco mais para a necessidade de se constituir um fundo privado de previdência. Enquanto no Brasil os fundos de pensão correspondem a 11% do PIB, nos Estados Unidos eles atingem entre 70% e 80% e, na Europa, a média é de 80%. Na Holanda, os fundos de pensão movimentam o equivalente a 140% do PIB.
No Brasil, os administradores apostam que ao melhorar a qualidade do gerenciamento vão conseguir melhores resultados.

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