Os fundos de ações da Petrobras, tanto os que utilizam recursos do FGTS como os com recursos próprios, não registraram grande volume de saques em função do grave acidente com a plataforma P-36. No dia 15 de março ocorreu a primeira explosão, mas o afundamento completo aconteceu somente no dia 20. A plataforma era responsável por 7% da produção nacional de petróleo e agora a empresa terá de importar quantia equivalente para suprir o mercado. Como o custo do produto importado é maior, a Petrobras terá perdas. Além disso, ainda não é certo se as empresas seguradoras ressarcirão a perda da P-36, avaliada em cerca de R$ 500 milhões.
Segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), o movimento de saque dos recursos só se intensificou no quinto dia após o acidente, devido ao afundamento da plataforma. No dia 20, foram sacados R$ 580 mil dos fundos com recursos do FGTS e R$ 560 mil dos fundos com recursos próprios. Porém, esse movimento não teve continuidade.
O principal motivo para a manutenção dos recursos nos fundos é a perda da metade do desconto de 20% concedido pelo governo no momento de compra das ações ou cotas de fundos, se o investidor optar pelo resgate antecipado. Mesmo assim, o investidor amargou perdas apenas amenizadas pelo bom rendimento acumulado dos papéis.
Entre os dias 14 e 23 de março, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) acumularam uma perda de 14,48%, enquanto as ações ordinárias (ON, com direito a voto) registraram queda de 6,94%. A baixa na rentabilidade, porém, foi agravada pelo nervosismo nos mercados naquela semana por causa do cenário internacional.
Assim, a rentabilidade acumulada do mês de março dos fundos da Petrobras deve ficar comprometida. Segundo a Anbid, somente no dia 15, os fundos apresentaram uma rentabilidade negativa de 3,77% e 3,76%, respectivamente para os fundos com FGTS e com recursos próprios. No mês, até o dia 21, a perda é de 5,38% (FGTS) e 5,40% (recursos próprios). Mas o mau desempenho de março ainda não reverteu os resultados positivos no acumulado do ano. Até o dia 21, os fundos do FGTS renderam 12,05% e os fundos de recursos próprios ainda somam ganho de 11,84%. Desde quando foram criados, a valorização é de 58,13% (FGTS) e 58,37% (recursos próprios).

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