Curitiba - O mercado conta com uma nova modalidade de investimento, os ETFs (Exchange Traded Funds), fundos que buscam obter o retorno de determinado índice e cujas cotas são negociadas na Bolsa de Valores. São negociados como uma ação e diversificados como um fundo. Este tipo de aplicação começou a surgir no Brasil em dezembro de 2008, apesar de nos Estados Unidos ter crescido a partir de 2001, País que ainda tem o maior volume de investidores.
Hoje na Europa e nos Estados Unidos há 300 tipos de ETFs. O responsável pelo desenvolvimento de ETF iShares no Brasil geridos pela empresa BlackRock, Caio Santos, disse que a principal vantagem é que esta aplicação é negociada na bolsa e permite operar cotas do fundo a todo momento. Nos ETFs, a pessoa investe em várias ações com a flexibilidade de negociar como ação individual.
Um dos ETFs é o BOVA11 formado por ações emitidas por companhias que respondam por mais de 80% do número de negócios e do volume financeiro da BM&FBovespa. Outro é o MOBI11 que são ações do setor imobiliário. Acompanha o comportamento dos papéis emitidos pelas companhias mais representativas listadas na BM&FBovespa, dos setores do ramo imobiliário como construção civil, intermediação imobiliária e exploração de imóveis. Segundo Santos, é recomendado para quem não tem tempo de acompanhar os balanços das empresas.
Este tipo de aplicação deve ser contratada sempre por uma corretora que geralmente cobra taxas de compra e venda. A taxa de administração varia de 0,54% a 0,69% ao ano sobre o patrimônio. O lote mínimo no BOVA11 é de 100 ações no valor aproximado de R$ 6 mil. Mas, o investidor também pode comprar uma única ação por meio do mercado fracionário que, neste exemplo, custaria R$ 60. Um dos primeiros ETFs no Brasil foi o PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa) que protegia o patrimônio até R$ 50 mil, ou seja, caso as ações caíssem, o investidor tinha o dinheiro que foi aplicado garantido de volta.
A vantagem é que o poupador não precisa ficar acompanhando uma ação específica porque nos ETFs compra vários papéis. Hoje, no Brasil, há cerca de R$ 2,5 bilhões investidos neste mercado, sendo R$ 500 milhões da BlackRock, empresa com sede nos Estados Unidos e que está há um ano no mercado brasileiro. No mundo, a BlackRock tem US$ 3,2 trilhões em vários tipos de fundos.

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