Como associação entre pessoas, a cooperativa de crédito reverte os lucros, ou sobras, para seus associados. Por outro lado, um possível prejuízo também seria partilhado entre eles. Entretanto, os representantes destas instituições garantem que as auditorias e fiscalizações feitas pelo Banco Central afastam o risco.
Como integrantes do Sistema Financeiro Nacional, as cooperativas são submetidas às mesmas regras dos bancos. Por isso, têm fundo garantidor de crédito de até R$ 250 mil por inscrição, em caso de problemas de liquidez.
Além disso, o presidente do Conselho de Administração do Sicredi União, Wellington Ferreira, afirma que a cooperativa tem fundos garantidores de solidez, de transações eletrônicas e de desenvolvimento regional, o que deixam ainda mais longe a possibilidade de quebrar um fundo cooperativo. "Uma cooperativa hoje é tão segura quanto os bancos."
O professor do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Londrina Renato Pianowski de Moraes, tem a mesma visão. "Elas estão crescendo, basta ver as novas agências que surgem", diz. Além disso, a fiscalização tanto por parte do BC quanto dos próprios associados dificulta más gestões.
Mesmo que admita não ser associado, o professor considera essas instituições uma boa opção pelas taxas e juros mais baratas que cobram. "A vantagem é que não (as cooperativas) são ligadas ao setor privado ou público, mas pessoas que se uniram para se ajudar, além de não ter o mesmo esquema de lucro dos bancos", reforça. (L.F.W.)

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