Os fundos DI continuam a melhor opção de investimento, segundo especialistas, mesmo com a percepção de que a trajetória do dólar é de queda e de que o Brasil deverá retomar o financiamento externo nos próximos meses. Esses fundos, que acompanham a oscilação dos juros, são recomendados até por analistas que apostam que as taxas devem começar a cair em breve .
É o caso do sócio-gerente da BankBoston Asset Management, Fábio de Oliveira. Ele entende que, para quem optou pela renda fixa, não há motivo para assumir risco em aplicações prefixadas, como CDBs ou fundos de renda fixa tradicionais. Essas opções, em tese beneficiadas pela tendência de queda dos juros, já embutem uma expectativa de recuo das taxas. Se os juros caírem mais lentamente do que a curva de rentabilidade projetada no papel prefixado, quem apostou no DI terá obtido melhor rendimento. Oliveira acha possível que o BC reduza os juros antes da reunião do Copom, dia 14 de abril.
Já o chefe do Departamento de Análise da Hedging-Griffo Asset Management, Enio Shinohara, aposta na manutenção dos juros em 45% até a reunião do Copom, mas não descarta elevação das taxas nesse evento caso a inflação esteja mais alta do que se previa. Se ele estiver certo, é ainda mais indicado ficar num fundo DI.

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