Fundos de pensão elevam a fatia no PIB nacional
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quinta-feira, 07 de agosto de 1997
Carmem Murara Curitiba 
A participação dos fundos de pensão na economia nacional deverá apresentar um crescimento médio de 11% nos próximos anos. A estimativa foi feita ontem pelo presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp), Nelson Rogieri, durante a abertura do 3º Encontro Regional de Fundos de Pensão e Empresa de Previdência Privada. Rogieri toma como base os últimos índices do setor. Somente de dezembro do ano passado até julho, o patrimônio bruto dos fundos saltou de R$ 69 bilhões para R$ 80 bilhões.
O crescimento tem sido encarado como uma tendência nacional, mas os fundos pretendem crescer mais. Apesar de estarem caminhando a passos largos, as instituições ainda têm muito o que avançar no País. Hoje, os fundos representam 11% do Produto Interno Bruto (PIB).
O percentual é pequeno se for comparado com outros países. Nos Estados Unidos a participação é de 70% do PIB, o que dá US$ 5 trilhões. Na Holanda, os fundos arrecadam mais do que o PIB nacional, totalizando 120%. Na Inglaterra, a taxa é de 60%.
A análise do setor e as mudanças que devem ocorrer com as reformas da Previdência e Fiscal são o enfoque principal do encontro, que termina hoje.
Em todo o País, há 353 fundos de pensão. Eles envolvem 1,6 mil empresas e 2 milhões de participantes ativos. O Paraná tem dez fundos. O maior é o Funbep, formado pelos funcionários do Banestado, que tem um ativo de R$ 591,2 milhões. O governo do Estado tem um projeto de criação de um fundo de pensão em fase de conclusão, que seria captalizado através do repasse de imóveis do governo. Ele servirá para incorporar todos os inativos.


