O mercado financeiro tem mais de 25 fundos de aplicações disponíveis para os investidores. Há fundos disponíveis exclusivamente para pessoas físicas, jurídicas ou para as duas modalidades. O funcionamento é semelhante a ''cotas de condomínio'', onde o administrador faz a gerência dos recursos dentro das características e parâmetros de cada opção. Por isso, é cobrada uma taxa de administração, que pode variar de 0,2% (nos casos dos fundos da Previdência Social) a 5% ao mês.
Segundo Roberto Bachmann, superintendente de Negócios da Caixa Econômica Federal, os fundos não são destinados apenas aos investidores com maior capital disponível. Segundo ele, adesões iniciais podem ser feitas até com R$ 50, dependendo da opção escolhida. ''As aplicações financeiras dependem do perfil de cada investidor. Alguns preferem correr um risco maior para ter um rendimento maior'', afirma.
Os fundos podem ser divididos em dois grupos: moderados e agressivos. O primeiro trabalha com títulos públicos federais, com rendimento médio. Já o segundo investe em outros tipos de títulos e os lucros costumam ser mais significativos. É o caso de um fundo que trabalha com ações da Bovespa que, em setembro do ano passado chegou a render 12% em um mês; no entanto, em abril do mesmo ano, o rendimento foi de 7,9% negativo. ''A indústria dos fundos de investimentos é nova e está crescendo muito no País'', diz Bachmann.
As principais diferenças entre os fundos de investimentos e a caderneta de poupança é que os primeiros não estão isentos de impostos. Há uma tabela regressiva em que é cobrado imposto de renda sobre o rendimento semestral. Os índices variam de 15% a 22,5%, conforme o prazo de aplicação. Outra diferença é que há um prazo mínimo estabelecido para resgate do dinheiro. Em alguns casos, inclusive, o investidor precisa fazer uma solicitação de resgate antecipado para sacar posteriormente.

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