Fundos de capital são opção
A oferta de fundos de capital garantido está em expansão no mercado financeiro. Em boa hora. As baixas nas Bolsas de Valores este mês reforçam o apelo desses fundos em que o investidor, mesmo em caso de variação negativa das ações, jamais resgata um valor menor do que o aplicado.
A questão, no entanto, é que, se não corre o risco de perder o capital, o investidor pode deixar de obter um rendimento proporcionado por juros em aplicações de renda fixa. Entenda por quê.
Dos recursos captados do investidor, o administrador destina, em geral, aproximadamente 95% para aplicações na renda fixa. São elas que asseguram ao investidor pelo menos a retirada do capital aplicado. A participação do investidor na valorização das ações provém da parcela restante de 5% aplicada na Bolsa. Da remuneração obtida com as ações, contudo, apenas de 30% a 50%, na média, é repassada ao investidor.
Se o repasse for de 30%, as ações na carteira do fundo precisam valorizar-se 5% ao mês, pelo menos, para que, descontada a taxa de administração, o investidor obtenha um rendimento empatado com o da renda fixa. Uma valorização abaixo desse nível contemplará o investidor com um rendimento inferior ao proporcionado pelas aplicações remuneradas por juros, como os fundos de investimento financeiro (FIFs).
O nível dos juros nas aplicações como caderneta, CDB e fundos é boa referência para o investidor avaliar se está obtendo rentabilidade mais vantajosa nos fundos de capital garantido. A comparação com a valorização média da Bolsa de São Paulo, medida pelo Índice Bovespa (IBovespa), pode levar a distorções, a menos que as ações da carteira do fundo sejam as mesmas que têm forte participação na formação do IBovespa.
Seja como for, só vale a pena investir nesses fundos se a aposta for em firme alta das ações.





