Fundos de 60
dias ainda são os
mais rentáveis
Agência Estado
Entre as opções de renda fixa, os fundos de 60 dias continuam a mais rentável para valores abaixo de R$ 50 mil. Acima disso, é possível que o aplicador obtenha melhor remuneração na compra de um CDB, mas vale observar que nem todos os bancos oferecem boa taxa nesses títulos.
O fato de o Banco Central ter tabelado os juros até 20 de agosto indica que as taxas deverão permanecer estáveis até lá. Nesse caso, os fundos com perfil de renda fixa são boa opção. No entanto, se desejar ficar protegido contra oscilações da taxa, neste momento de algumas turbulências, o aplicador pode optar pelos fundos DI. Nessa aplicação, a valorização diária das cotas segue os juros no mercado.
A caderneta de poupança, com a manutenção do redutor de cálculo da TR em 1,14% este mês, não muda seu desempenho em relação às demais aplicações. Mesmo isenta de impostos, ela continua apresentando o menor ganho na renda fixa, exceto quando o poupador consegue escapar da CPMF. A caderneta permite isenção do tributo na aplicação (por exemplo, com o depósito de cheque de terceiro diretamente na conta) e na retirada, se ocorrer após 90 dias.
O rendimento dos fundos de ações está encolhendo com a queda das Bolsas de Valores. Mas, tanto na aplicação direta em ações como na compra de cotas dos fundos de ações, o investidor que quiser obter uma rentabilidade mais elevada nas Bolsas não pode pretender ganhos no curto prazo. E tampouco liquidar precipitadamente sua posição nos fundos, assustado com as incertezas desse momento político-econômicas.
Investimento em renda variável é assim. A tentativa de obter ganhos rápidos com ações apenas reforça o risco de perda. Como recomendam os especialistas, o investimento em Bolsa exige persistência, sangue-frio e, sobretudo, algum apetite pelo risco.
Em geral, os fundos de ações diluem o risco de maiores perdas para o investidor porque contam com uma diversificação de papéis em carteira. A queda de uma delas pode ser amortecida pela valorização de outras.
O Índice Bovespa (IBovespa), que mede a variação das principais ações em São Paulo, acumula valorização de 5,31% no mês, até o momento.

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