Tudo sugere que o momento é indicado para o resgate ao trabalhador que está contando com os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aplicados em carteiras da Vale do Rio Doce ou Petrobras para comprar um imóvel ou vai aposentar-se em pouco tempo. A rentabilidade desses fundos encolheu ligeiramente este mês, mas quem pensa em empregar o dinheiro em menos de um ano corre o risco de assistir a novo achatamento no curto prazo.
Os fundos Petrobras amargam perda média de 14,25% no ano mas desde sua formação, há dois anos, acumulam rendimento médio de 39,84%, segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). Os fundos da Vale do Rio Doce apresentam rentabilidade de 43,73% desde março, quando foram criados.
As expectativas dos analistas para as ações da Petrobras e Vale - que dão lastro a carteiras dos fundos formados com recursos do FGTS - são favoráveis para o longo prazo. O gerente de Renda Variável da Sul América Investimentos, André Lapponi, diz que ambas as empresas são líderes no seu setor, têm uma gestão administrativa consistente e parte da receita em dólar, o que deverá elevar o faturamento. Mas nos últimos meses esses fundos têm seguido a instabilidade do mercado.
O analista de Investimentos da corretora Planner Mauro Mazzaro comenta que a interferência do governo nos preços do gás de cozinha e da gasolina pode afetar o resultado do balanço da Petrobrás. A estatal, tudo indica, não poderá repassar aos preços domésticos a recente elevação de custos do petróleo provocada pela disparada do preço internacional do barril e a retomada de alta do dólar.
A avaliação é mais favorável às ações da mineradora. A analista da Safra Corretora Maria Isabel de Gouveia sugere que o investidor permaneça com as ações ancoradas no fundo Vale, a menos que tenha condições de uso imediato dos recursos. ''Com a alta da taxa de câmbio, o lucro da empresa deve aproximar-se do dobro do ano passado.''

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