Fundos buscam proteção contra calotes
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sábado, 26 de outubro de 2002
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os cotistas dos fundos de pensão de empresas públicas paranaenses que investiram na compra de debêntures emitidas pelas empresas Eco Hills, Hyde Park S.A. e Village Country S.A. - criadas pela construtora Casa Construção especificamente para emitir esses papéis -, ainda estão na esperança de receber o valor do investimento feito. As debêntures começaram a ser emitidas em 1996 para financiamento de condomínios residenciais de luxo em Curitiba.
Na época da emissão dos papéis ficou estabelecido na operação que as debêntures deveriam ser corrigidas pela taxa Anbid, equivalente à Selic, mais 2% ao ano. Acontece que a construtora entrou na Justiça para questionar as taxas de correção, que ela mesma havia concordado, e obteve liminar para suspender o pagamento desses papéis em 2000. Desde então os fundos de pensão estão lutando na Justiça para não ficarem com o mico do calote na mão.
A construtora Casa Construção, de propriedade do empresário Sergio Bromfman fez várias emissões de debêntures como forma de financiar os projetos imobiliários. Entre os compradores dos papéis estão o Fundo de Pensão dos Funcionários do antigo Banestado (Funbep), que foi repassado ao Banco Itaú; a Fundação Copel, dos funcionários da estatal; o Instituto de Seguridade Parse, dos funcionários do antigo Badep; o Fusan, fundo de pensão dos funcionários da Sanepar; o Fapa, fundo de pensão dos funcionários da Emater-PR e a Fundação Alpha, fundo de pensão dos funcionários da Celepar e da Prefeitura de Curitiba.
Entre as emissões feitas pelas três empresas controladas pela Casa Construção, a Eco Hills, Hyde Park S.A. e Village Country S.A. consta que o valor do calote, incluindo os juros, já soma aproximadamente R$ 40 milhões. A Village Country, emitiu um total de 7.600 debêntures, avaliadas em R$ 14,16 milhões até junho do ano passado. Os investidores foram os fundos de pensão Metrus Instituto de Seguridade Social, dos funcionários da empresa Metrô, de São Paulo; a Fundação Cosipa de Seguridade Social - Femco, a Fundação das Centrais Elétricas de Santa Catarina de Seguridade Social (Celos) e o Funbep.


