Os bons sinais da economia interna, principalmente a
inflação declinante, têm alimentado a expectativa no mercado de retomada de corte do juro básico pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A perspectiva de recuo das taxas de juro põe uma dúvida ao investidor: é hora de apostar em juros pré ou pós-fixados?
Para o diretor de Investimentos da ABN AMRO AssetManagement, Alexandre Póvoa, o cenário de queda dos juros deve favorecer o investidor que aplicar os recursos em um fundo de renda fixa prefixado. ‘‘O corte do juro deverá ocorrer a partir de fevereiro. Por isso, quem entrar em um fundo prefixado agora poderá obter uma boa rentabilidade no futuro.’’
Póvoa está otimista em relação à redução e arrisca um palpite. Sua previsão é que o corte da taxa Selic fique em torno de 1% em fevereiro e, também, de 1% em março. O diretor da ABN AMRO não recomenda, contudo, a saída de um fundo DI, que é pós-fixado, para um prefixado. ‘‘A cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) de 0,38% na migração tende a anular o ganho’’, alerta.
Para o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Rogério Mori, mesmo com a CPMF, ainda há espaço para a saída de um fundo pós-fixado para outro prefixado. ‘‘A migração de um fundo DI para um prefixado ainda permite obter boa rentabilidade’’.
O gestor da Santos Asset Management, Raffi Dokuziam,
indica o ingresso em um fundo prefixado apenas para quem pretende manter o dinheiro aplicado por prazo mínimo de seis meses. Ele lembra que ainda existem algumas incertezas e quem não quiser correr riscos deve permanecer em fundo DI (que acompanha as oscilações dos juro).

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