Fundo para inovação terá poucos recursos
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terça-feira, 12 de julho de 2016
Folhapress 
Brasília - Para tentar dar uma resposta a um dos muitos pedidos empresariais, o governo do presidente interino Michel Temer estuda novas formas de financiamento para impulsionar a inovação no país.
No entanto, sem espaço para dispensar um volume significativo de recursos, o dinheiro que será investido neste ano equivale a apenas 9% do que foi aplicado em pesquisa no ano passado.
Segundo a Folha de S.Paulo apurou, os recursos iniciais que poderão ser liberados são de pouco mais de R$ 500 milhões.
O BNDES e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) são, atualmente, os principais financiadores de projetos de pesquisa e inovação. Juntas, as duas instituições desembolsaram R$ 5,5 bilhões para esse tipo de projeto em 2015. O volume representou uma queda aproximada de 15% em relação ao dinheiro aplicado em 2014.
A falta de verba para financiar projetos de pesquisa e desenvolvimento é uma das reclamações de empresários que acreditam faltar, por parte do governo, apoio à inovação. Pela proposta do governo, serão dois diferentes modelos de financiamento.
No primeiro modelo, com dinheiro público, a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) será a gestora e terá o objetivo de estimular a pesquisa em órgãos ligados a universidades, como o Coppe, da UFRJ, e o IPT, da USP.
No segundo, privado, a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) será responsável por captar recursos com o mercado financeiro e aplicá-los em projetos de start-ups.


